Neon já tem novo parceiro para voltar a atuar como banco

A Neon Pagamentos anunciou nesta segunda-feira (7) que o Banco Votorantim assumirá os serviços de custódia e movimentação de contas digitais de seus clientes.

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Imagem: Banco Neon

A Neon Pagamentos seguiu à risca o mandamento fundamental das startups: errar rápido, e consertar mais rápido ainda. O negócio correu atrás de um novo banco parceiro após ter a liquidação extrajudicial decretada. O escolhido foi o Banco Votorantim.

Com o anúncio de “parceria estratégica”, o banco assume os serviços de custódia e movimentação das contas de pagamento oferecidas pela Neon Pagamentos. Os dois afirmam trabalhar para o restabelecimento integral das atividades “o mais rápido possível”.

Até o momento, o dinheiro dos usuários só pode ser retirado por meio de saques em agências físicas e operações com cartões de débito. A empresa terá de se virar para operacionalizar a transferência do total de valores contidos nas contas digitais em 7 a 10 dias, de acordo com determinações do Banco Central.

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Imagem: Banco Neon

Pedro Conrade, CEO da startup, afirma em comunicado que o Banco Votorantim é “uma instituição sólida, ágil e em plena transformação digital”. O Votorantim se considera o sexto maior banco privado brasileiro em ativos, tendo como acionistas o Banco do Brasil e o Grupo Votorantim.

Pelo Twitter, a Neon Pagamentos comemorou a nova parceria, que veio após um final de semana bastante turbulento. A fintech disse que não poderia ter encontrado “melhor parceiro” para continuar suas operações, chamando o Banco Votorantim de “instituição sólida, ágil e em plena transformação digital”.

Banco Neon em dia histórico

Do dia para a noite, a situação do Neon virou de cabeça para baixo. Uma de suas empresas, a fintech Neon Pagamentos S.A., anunciou um dos maiores aportes série A já recebidos na história das fintechs, de 72 milhões de reais. Enquanto isso, a empresa Banco Neon S.A. teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central na manhã de sexta-feira passada (4).

De acordo com comunicado da autarquia financeira, publicado no antigo site do banco, a liquidação foi decretada “considerando as graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da instituição financeira, bem como o comprometimento da situação econômico-financeira”.

De acordo com a assessoria do Banco Central alguns dos problemas enxergados no Banco Neon foram um “patrimônio líquido negativo” e “a deficiência de controle e monitoramento para prevenir a lavagem de dinheiro”.

A assessoria do banco ressaltou que a instituição é feita de duas empresas com operações separadas desde sua fundação, em 2016: a Neon Pagamentos, responsável pelos serviços de contas digitais e cartões pré-pagos, e o Banco Neon, responsável por serviços de crédito e anteriormente chamado de Banco Pottencial.

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