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China quer lançar nave “suicida” para colidir com asteroide em 2025

China quer lançar nave “suicida” para colidir com asteroide em 2025

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China quer lançar nave “suicida” para colidir com asteroide em 2025

Imagem: NASA/Divulgação

A China anunciou que pretende lançar uma missão com o objetivo de desviar a trajetória de um asteroide próximo da Terra. A expectativa é que o lançamento ocorra em 2025.

A missão consistirá em uma nave dividida em duas partes, sendo uma responsável por colidir contra a superfície do asteroide e outra para coletar os dados antes e depois do impacto. O conceito lembra o da missão DART, da NASA, que conseguiu desviar o pequeno Dimorphos, em setembro do ano passado.

Assim como a NASA, os chineses estão interessados em testar tecnologias de defesa planetária, com o objetivo de proteger a Terra de potenciais impactos de asteroides e cometas.

O alvo escolhido pelos chineses é o asteroide catalogado como VL5 2019, com cerca de 30 metros de diâmetro – do tamanho de um ônibus escolar.

Apesar de não ser considerado um objeto potencialmente perigoso, o asteroide tem uma trajetória que cruza a órbita da Terra, chegando até cerca de 1,5 milhão de quilômetros do nosso planeta.

Apesar de sua proximidade com a Terra, simulações por computador indicam que ele não tem nenhuma probabilidade iminente de colisão com o planeta.

Atualmente, o asteroide viaja pelo espaço a uma velocidade relativa de 6,4 quilômetros por segundo. O objetivo da China é gerar uma colisão forte o suficiente para alterar essa velocidade em cerca de cinco centímetros por segundo.

Apesar de parecer uma mudança pequena, no longo prazo, ela pode ser o suficiente para levar um asteroide para longe do caminho da Terra.

China quer evitar um “Armageddon”

Segundo o SpaceNews, o projeto foi apresentado na 8ª Conferência de Defesa Planetária da IAA (Academia Internacional de Astronáutica), realizada em Viena, na última semana.

As duas espaçonaves serão lançadas unidas ao espaço e se separarão antes de chegar no VL5 2019.

No caso da nave de observação, ela irá alcançar o asteroide primeiro, para avaliar a topografia do objeto. Ela carregará uma série de instrumentos para realizar o sensoriamento remoto óptico, por radar e laser, além de analisar a poeira levantada durante a colisão.

A mesma nave também levará uma câmera de alta resolução, fazendo observações cerca de 30 km da sonda de impacto.

A colisão proposital no asteroide também poderá ser observado a partir de observatórios na Terra ou por meio do Xuntian, um novo telescópio espacial que será lançado ao espaço no final do ano que vem.

Apesar de ser um projeto solo, a China está convidando outros países para participar do desenvolvimento da missão.

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