Por que sentimos “borboletas no estômago”?

Você sabia que o trato gastrointestinal é muito sensível às nossas emoções, já que está conectado ao hipotálamo no cérebro?

Esse carinha de nome esquisito é que controla as sensações de saciedade e de fome, e lida com nosso estado mental emocional. Sim, sua mente e seu intestino estão intensamente conectados; portanto, alegria, bom-humor e contentamento, assim como raiva, ansiedade, tristeza e amargura, por exemplo, liberam reações físicas em nosso sistema digestivo.

Nosso intestino grosso e delgado é revestido por neurônios, neuropeptídios e receptores (os “portais” para dentro das células), que estão todos trocando informações carregadas rapidamente de conteúdo emocional. Todos nós já sentimos o popular “frio na barriga”, “pressentimento” ou “ter borboletas no estômago”.

O que acontece quando comemos quando estamos tristes ou sem fome?

A não ser que estejamos alertas ao que nosso sistema digestivo está nos dizendo, podemos cair na armadilha de comer demais. Comer quando sentimos tristeza, ou quando não temos fome, é basicamente como adicionar à comida todas as especiarias e ervas do armário.

Todos esses condimentos acabarão com o equilíbrio de sabores gerado pelos componentes da refeição. O resultado é que nosso sistema digestivo, assim como nosso paladar não saberá como interpretar esse conjunto de sinais tão contraditórios.

E quando reagimos com estresse diante das circunstâncias da vida?

Quando reagimos com estresse diante das circunstâncias da vida com estresse, passamos para o estresse tóxico. E isso mantém nosso organismo em posição de ataque, o que inibe a secreção gastrointestinal e reduz a circulação do sangue até o intestino.

Pensamentos e emoções nocivos, que levam ao estresse tóxico, podem afetar o movimento e as contrações do sistema digestivo, causar inflamações, nos tornar mais vulneráveis a uma infecção, diminuir a absorção de nutrientes e a liberação de enzimas, perturbar a capacidade regenerativa da mucosa gástrica e do fluxo de sangue, irritar a flora intestinal.

UFA! (E uma série de outras consequências terríveis).

Dizer que não devemos comer porque estamos estressados ou tristes, com raiva ou com qualquer outra emoção negativa é certamente um eufemismo.

Intestino feliz, mente feliz

Ah, entendi, então é só eu cultivar bons pensamentos e comer o que eu quiser que está tudo certo! – você pode estar pensando agora. Só que não!

O próprio sistema digestivo é uma fonte rica de neurotransmissores, que conduzem sinais dentro do cérebro e do corpo. Na verdade, 95% da serotonina e metade da dopamina no corpo são produzidas pelo intestino.

Lembrando que esses neurotransmissores são conhecidos por gerar sensações de calma e realização, então deveríamos prestar muito mais atenção ao que colocamos em nosso intestino, pois afinal, o que comemos afeta diretamente a maneira como esses neurotransmissores funcionarão.

Outro fator interessante é que existem bactérias benéficas simbióticas do intestino que produzem substâncias similares a benzodiazepina, que são neuroquímicos antiansiedade naturais.

Ou seja, um intestino saudável gera uma mente feliz, satisfeita e tranquila.

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Adaptado de “Pense e coma de forma inteligente”, de Caroline Leaf.

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